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Assassin’s Creed Valhalla | Review

Assassin’s Creed é uma franquia que desde seu nascimento em 2007 passou por vários reinos, momentos históricos, nos presenteou com personagens memoráveis e momentos épicos na história dos games. Entretanto, com o tempo e seu gigantismo, a franquia perdeu-se em meio a títulos que muitos preferem esquecer (estou falando de você mesmo Black Flag). Os últimos dois jogos lançados, trouxeram uma revigorada muita esperada pelos fãs e devidamente elogiada, começando com Assassin’s Creed Origins, uma narrativa egípcia e logo após Assassin’s Creed Odyssey, com sua narrativa na Grécia Antiga ( e que título lindo, diga-se de passagem), chegando agora aos portões de Valhalla e o enorme conteúdo que a mitologia viking tem a oferecer.

Se você é fã de uma série bem famosa de mesmo nome, já pode se preparar para personagens conhecidos, ou citações dos mesmos, que vão cruzar seu caminho, Ragnar Lodbrok, seus filhos, e até um tal de rei de Wessex, e claro, na mitologia não podemos deixar de fora o deus da bagunça toda, Odin. A história desse jogo vai te arrastar da Noruega para Grã-Bretanha e já adianto, este não é um jogo onde 30, 40 ou até mesmo 50 horas, são suficientes para completá-lo, vamos falar mais sobre esse ponto.

Minha aventura por Assassin’s Creed Valhalla passou das 100 horas

Durante uma semana jogando, na qual joguei durante três dias no Xbox One X, e quatro dias no novo console da Microsoft XboxSeriesX, e mesmo tendo um belo jogo no console da geração passada, se você pegou o monstro da Microsoft nesse momento, esse título sem dúvida é uma bela porta da entrada para o mundo da nova geração.

Nas primeiras horas, você é lançado no drama político da Noruega do século IX, onde o guerreiro Viking Eivor corre por ilhas cobertas de neve discutindo o futuro de seu clã. (Você pode jogar com uma versão masculina ou feminina de Eivor). Nessa introdução do game serão apresentadas as mecânicas do jogo, o sistema de RPG onde seu personagem vai adquirindo experiência, conforme você incrementa suas habilidades em constelações, que se dividem em três cores: azul, amarelo e vermelho. Azul para o stealth, amarelo para arco e flecha e vermelho para combate. Meu Legolas interior sempre grita pela jogabilidade com arco e flecha, e foi a primeira constelação que completei. A escala do jogo espanta quando você começa a registrar os “Eagle Points” e a câmera gira em 360, mas aqui, ao menos no início, o ambiente inóspito e congelado da Noruega te aflige e te deixa deslumbrado, com a imensidão de cordilheiras salpicadas de neve, um céu quase sem fim e auroras boreais que fazem você largar o controle e ficar admirando por alguns minutos.

Desbravando o novo mundo

Passada essa fase gelada, nosso personagem para à Inglaterra. Eivor estabelece o assentamento de Ravensthorpe, avança para a Mércia, Anglia e muito além para forjar alianças com outras linhagens vikings que já tem algum pedaço de território por ali. Agora entramos no conhecido esquema, explore, descubra, combata, resolva problemas de terceiros, colete ainda mais, e saqueie afinal, tem um Viking em você.

Há muitos vilarejos para saquear, agora tratados como ataques vikings, nos quais você atola seu navio na lama, sopra sua buzina e parte para a pilhagem. Lutar contra pessoas corpo a corpo é a mistura usual de esquivas e defesas, com algumas novas e boas adições, como empunhar machados com ambas as mãos. O que modifica o ritmo de combate do cadenciado arco e flecha ou o padrão, machado-escudo.

Assassin’s Creed Valhalla introduz a todo momento novas classes de inimigos, como lanceiros ágeis e soldados abusivamente enormes com uma bola e uma corrente como arma. Todas essas tropas de elite requerem táticas diferentes para se manter vivo; lanças são mais fáceis de desviar, enquanto seu escudo pode ser feito de papel quando usado contra certas armas pesadas. Essas novas classes garantiram que o combate continuasse desafiador e envolvente até seu final sangrento.

Um ponto muito importante a ser abordado aqui é que a Ubisoft abandonou a regeneração de saúde do Odyssey, com alimentos agora sendo necessários para reabastecer sua barra de saúde. Esta não é uma mecânica nova para jogos de RPG, mas Valhalla limita o número de “comida” que você pode armazenar em seu inventário, resultando em vários momentos de frustração, quando tudo está acabando e você acaba morrendo pois ficou sem uma amora pra salvar a vida.

Você vai explorar

Há também um foco maior em atualizar seu equipamento e armas em vez de substituí-los após cada missão. Isso significava que eu gastava menos tempo fazendo gerenciamento de estoque e mais tempo decapitando cabeças. Não se preocupe, ainda há muitos motivos para explorar, itens colecionáveis para achar, podendo anexar runas a equipamentos para adquirir novas vantagens (impossível não lembrar das matérias de FFVII) enquanto novas habilidades podem ser descobertas por meio de textos antigos que estão escondidos por toda a Inglaterra, fornecendo muitos incentivos para a exploração de Colinas. E acredite em mim, você VAI explorar.

Além de toda essa exploração, a Ubisoft trouxe e aprimorou o gerenciamento de assentamentos a partir de Assassin’s Creed 3. Seu Clã precisa de recursos para novas casas e acampamentos e é seu trabalho sair pelas costas inglesas coletando tudo o que ver pela frente, incentivos fora da história para fazer isso não faltam, já que, por exemplo, ao construir um estaleiro abrirá a opção de personalizar seu navio de guerra. Ver um acampamento sem vida progredir gradualmente para uma comunidade movimentada, graças ao seu trabalho árduo também é muito gratificante. (Nem só de decepar cabeças vivem os Vikings, viu!)

Geração Passada X Nova Geração

A parte gráfica merecia um texto próprio visto o quão belo o título é nos consoles da nova geração. Se você ainda está no PS4 ou XBOX ONE, garanto que sua experiência com Assassin’s Creed Valhalla será surpreendente também, mas se for um dos felizardos que já estão na nova geração, prepare-se para ficar de boca aberta em vários momentos. A fidelidade gráfica faz com que a Inglaterra pareça absolutamente deslumbrante. Rodar este game em 4K e em uma TV Oled foi uma experiência que vai demorar pra ser suplantada por outra melhor, visto que é este é um dos jogos mais belos lançados esse ano.

Mas nem tudo são flores

Depois de jorrar elogios para o título, não tem como deixar passar os erros que podem e devem ser corrigidos em uma atualização futura, “Por Odin Ubisoft, não deixe de fazer isso”. Começando com os problemas nos saves, eu explorei uma montanha IMENSA, e quando falo imensa, é porque era tipo uma cordilheira dos andes, peguei alguns itens, fiquei todo feliz, desliguei o jogo e quando fui jogar novamente, CADÊ MEU JOGO? Ele não tinha salvado os últimos 50 minutos de jogo e sim, isso é frustrante demais. Depois disso não confiei mais no autosave e fui salvando manualmente a cada parte importante, porque se eu engato na jogatina por 6 horas seguidas (como fiz em alguns momentos), e perco esse jogo, olha, não sei nem do que sou capaz. Outro ponto, movimento dos personagens em batalhas poderia e DEVERIA estar melhor, em muitos momentos de luta você vê NPCs atacando o ar ou morrendo DO NADA.

Mais um ponto, e esse me preocupou por bons três dias de jogatina que foi a questão do áudio nas falas em momentos de cutscene simplesmente SUMIREM, então assim, você tá lá todo empolgado curtindo a história, entrou uma cena legal, os personagens começam a conversar e você só ouve barulhos de copos batendo, vento e todo tipo de som ambiente do local que esteja no momento, isso aconteceu nos dois consoles (XboxOneX e SeriesX), troquei a linguagem do jogo e ainda assim o erro persistiu. Tive que desinstalar e instalar tudo novamente para finalmente poder ouvir os personagens em suas cenas corretamente. O jogo travou duas vezes no menu iniciar e não ligou e por fim, desligou uma vez assim do nada.

Após todos esses pontinhos chatos descritos acima vemos que são coisas pequenas para um colosso como esse jogo, que não deveriam estar presentes, mas que podem ser sanados rapidamente com uma atualização.

VALE A PENA?

Não me lembro de nenhum outro título de game viking, fazendo de Assassin’s Creed Valhalla um verdadeiro presente para os fãs dessa mitologia muitas vezes deixada de lado pelas mitologias grega, egípcia e romana. A Ubisoft entrega um jogo cativante, absurdamente gigantesco, belo ao nível de arrancar suspiros e que se não fosse por os pequenos bugs, certamente levaria uma nota máxima, mas que ainda assim, recebe a aprovação de ODIN por tudo que entrega.

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Marko Miller
Marko Miller, Geek, Gaymer, apaixonado por cultura pop e devoto de Tolkien.

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